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Mensagem do Prior provincial Frei Miguel Ángel Hernandez para o dia de São José

«Vai, povo meu, entra nos teus quartos,

fecha atrás de ti as portas.

Esconde-te por alguns instantes

até que a cólera passe» (Is 26,20)

Queridos irmãos, que o Deus da esperança encha nossos corações de alegria e paz.

Como vocês sabem pelo calendário da Província, estou fazendo a visita de renovação às comunidades da Espanha. Foi possível visitar todas as casas, exceto San Millán de la Cogolla, porque o estado espanhol decretou “estado de alarme” e isso limita totalmente a mobilidade em todo o território. Na próxima semana, se Deus quiser, visitarei a comunidade da Cúria da Vigararia, onde estou atualmente.

O coronavírus já está enfurecido nas cinco áreas onde a Província está localizada, mas graças a Deus, até o momento não tenho notícias de que algum religioso tenha contraído o COVID19. É verdade, no entanto, que alguns tenham tido contato com pessoas cujo teste deu positivo e estão atentos a possíveis sintomas.

Em cada país, estão sendo tomadas as medidas consideradas mais apropriadas para retardar o avanço do vírus: fechamento de fronteiras, cancelamento de voos e transporte. Aqui na Espanha, desde domingo passado, nenhuma missa foi celebrada com os fiéis, as escolas foram fechadas por mais de dez dias e o slogan em quase todos os lugares é o mesmo: «fique em casa».

Nosso prior geral, que estava fazendo a visita de renovação às comunidades da Venezuela, também está confinado na comunidade de San Onofre de Maracaibo. Um vírus tão pequeno está nos ensinando a entender muito mais rapidamente o que, com tantos anos de formação alguns de nós não conseguiram aprender: que somos todos iguais, que dependemos uns dos outros e que precisamos cuidar do outro, ainda que vivamos no outro lado do mundo.

Convido vocês nesta Quaresma com ares de quarentena a que tomemos consciência dos nossos próprios vírus e tentemos confrontá-los e combatê-los, refletindo sobre nossas vidas, experimentando nossa própria fraqueza e clamando pela misericórdia do Senhor. Estamos cronicamente enfermos, não podemos nos curar, não importa quão grandes sejam nossos esforços. Precisamos confiar em Deus, que é nosso único médico e o único que pode nos salvar.

Hoje celebramos a festa de São José, padroeiro e protetor de nossa Ordem. Diante da emergência humanitária que estamos enfrentando devido ao coronavírus, acredito que a figura de São José nos ajuda e nos ensina a manter a confiança em Deus em toda e qualquer circunstância, mas também a ser responsáveis e cumprir as medidas preventivas.

O que aconteceu com Maria certamente deixou José perplexo. Mas desde o primeiro momento em que Deus se comunica com ele e explica que tudo é obra do Espírito, ele deposita total confiança em Deus e não repudia Maria, recebe-a em sua casa, cuida dela, e se põe atento às suas necessidades. Com suas atitudes e enfrentando seus concidadãos, ele dá um ar de normalidade a uma situação totalmente anômala; a acompanha no momento do parto; acolhe

Jesus como seu próprio filho; o apresenta no templo e oferece a oferta prescrita aos pobres; ensina ao menino seu ofício de carpinteiro e, até o fim, cuida da criança e de sua mãe.

No entanto, quando a vida da criança está em perigo porque o “vírus da ambição, do medo de perder poder e do ódio” é desencadeado, José não fica esperando uma intervenção extraordinária de Deus, mas com total responsabilidade toma a criança e sua mãe e foge para o Egito, escapando, assim, dos soldados de Herodes, que procuram o menino para matá-lo.

José, com sua atitude responsável e comprometida salvou Jesus das mãos de Herodes, não conseguiu, no entanto, salvar as centenas de crianças inocentes que foram mortas pela falta de um homem inescrupuloso, aferrado ao poder.

No entanto, em muitas outras ocasiões em que a humanidade foi atormentada por pestes, pragas e epidemias, São José foi um dos santos que o povo cristão invocou com mais fé e devoção; e não são poucos os testemunhos recolhidos pela ação de graças ao Santo Patriarca por libertá-los do mal.

A todos os religiosos e comunidades que vêem sua ação pastoral reduzida devido ao coronavírus, peço que sua oração não seja reduzida, mas que a intensifiquemos, porque temos mais tempo e porque acho que esse é nosso primeiro compromisso como religiosos e sacerdotes: oferecer o sacrifício do Senhor pelas pessoas que Deus nos confiou e que atualmente estão sofrendo, muitas delas confinadas em seus lares, sozinhas e com o medo por não saber o que pode acontecer.

Na Vigararia da Espanha, se organizaram de forma que, às terças, quintas e sábados, o rosário é rezado em comunidade com as Vésperas; nas segundas, quartas e domingos, é realizada uma exposição do Santíssimo Sacramento com as Vésperas; às sextas-feiras, o exercício da Via Sacra. Todos os dias, após a Hora Intermediária, é feita a oração que o Papa elaborou para esta situação de pandemia e que eu anexo aqui. Sempre nas Laudes e Vésperas estão incluídas orações por esta situação de emergência humanitária.

Na medida do possível, parece-me uma boa proposta estendê-la em todos os lugares e comunidades onde a ação pastoral está estagnada.

Convido vocês a não se cansar de respirar, de dar conforto àqueles que sofrem, para que não percam a esperança, mesmo que os números nos assustem. Temos diante de nós a oportunidade de ser verdadeiramente luz para o nosso mundo, de testemunhar e gritar «não ceda ao medo».

|ES| ESPAÑOL|

Mensage del prior provincial Fray Miguel Ángel Hernandez  para el dia de San José.

Anda, pueblo mío, entra en tus aposentos

y cierra la puerta por dentro;

escóndete un breve instantes,

mientras pasa la cólera.” (Is 26,20)

Queridos Hermanos que el Dios de la esperanza colme nuestros corazones de alegria y paz.

Como sabéis por el calendario de la Provincia me encuentro haciendo la visita de renovación a las comunidades de España. Ha sido posible visitar todas las casas menos San Millán de la Cogolla, porque el Estado español ha decretado el estado de alarma y eso limita totalmente la movilidad por todo el territorio. La semana que viene, si Dios quiere, realizaré La visita a la comunidad de la Curia de la Vicaria, donde me encuentro en estos momentos.

El coronavirus ya hace estragos en las cinco áreas donde se encuentra la Provincia, pero gracias a Dios por el momento no tengo noticias de que alguno de nuestros religiosos haya contraído el COVID19, si bien es verdad que algunos han estado en contacto con personas que han dado positivo y están atentos a posibles síntomas.

En cada país se van tomando las medidas que se consideran más oportunas para frenar el avance del virus: las fronteras se van cerrando, los vuelos y transportes se están cancelando; aquí en España desde el domingo pasado no se celebran misas con fieles, los colegios ya llevan más de 10 días cerrados y la consigna en casi todos los sitios viene siendo la misma: “quédate en casa”.

Nuestro Prior General, que estaba haciendo la visita de renovación a las comunidades de Venezuela, también se encuentra confinado en la comunidad de San Onofre de Maracaibo.

Un virus tan pequeño nos está enseñando a entender mucho más rápido lo que con tantos años de formación algunos no hemos conseguido aprender: que todos somos iguales, que dependemos unos de los otros y que tenemos que cuidar del otro, aunque viva del otro lado del mundo.

Os invito a que en esta cuaresma con aires de cuarentena hagamos conscientes nuestros propios virus y tratemos de enfrentarlos y de combatirlos reflexionando sobre nuestra vida, experimentando nuestra propia debilidad y clamando por la misericordia del Señor. Somos enfermos crónicos, no podemos curarnos a nosotros mismos, por muy grandes que sean nuestros esfuerzos, tenemos que poner la confianza en Dios, que es nuestro único médico y el único que puede salvarnos.

Hoy estamos celebrando la fiesta de San José, patrón y protector de nuestra Orden. Delante de la emergencia humanitaria que estamos viviendo por causa del coronavirus creo que la figura de San José nos ayuda y enseña a mantener la confianza puesta en Dios en toda y cualquier circunstancia, pero también a ser responsables y cumplir con las medidas de prevención.

Confianza total de San José desde el primer momento en que Dios se comunica con el y le explica que todo lo que está pasando, y que por momentos lo ha dejado desconcertado, es obra del Espíritu del Señor: no repudia a María, la recibe en su casa, se hace cargo de la gravidez de la Virgen, se ocupa de ella, está atento a sus necesidades; con sus actitudes y de cara a sus conterráneos, da un aire de normalidad a una situación totalmente anómala, la acompaña en el momento del parto y acoge a Jesús como su propio hijo, lo presenta en el templo, ofrece la oferta prescrita para los pobres, le enseña su oficio de carpintero y cuida del Niño y de su Madre hasta el día de su muerte.

Sin embargo, cuando la vida del Niño corre peligro porque se desata el virus de la ambición, del miedo a perder el poder y del odio, José no se queda esperando una intervención extraordinaria de Dios, sino que responsablemente coge al Niño y a su Madre y marcha para Egipto, huyendo de los soldados de Herodes, que lo buscan para matarlo.

José, que con su actitud responsable y comprometida salvó a Jesús de las manos de Herodes, no consiguió sin embargo salvar a los cientos de inocentes que fueron asesinados por la falta de un hombre sin escrúpulos aferrado al poder. Sin embargo, en otras muchas ocasiones en que la humanidad ha sido asolada por las pestes, plagas y epidemias, San José ha sido uno de los santos que el pueblo cristiano ha invocado con más fe y devoción y no son pocos los testimonios que recogen la acción de gracias al Santo Patriarca por librarlos del mal.

A todos los religiosos y comunidades, que ven reducida su acción pastoral por causa del coronavirus, les pido que no se vea reducida su oración, sino que al contrario la intensifiquemos porque disponemos de más tiempo y porque creo que es nuestro primer compromiso como religiosos y sacerdotes ofrecer el sacrificio del Señor por el pueblo que Dios nos ha confiado y que en estos momentos sufre, muchos de ellos confinados en sus hogares, en soledad y con la incertidumbre y el miedo de lo que pueda acontecer.

En la Vicaria de España se han organizado de tal forma que los martes, jueves y sábados se reza en comunidad el rosario con las Vísperas. Los lunes, miércoles y domingos se tiene exposición del Santísimo con las Vísperas y los viernes  el ejercicio del Santo Viacrucis. Y todos los días después de la Hora intermedia se reza la oración que ha compuesto el Papa para pedir por esta situación de pandemia y que os adjunto. Y siempre en los Laudes y Vísperas se incluyen preces por esta situación de emergencia humanitaria.

En la medida que se pueda, me parece una buena propuesta para que la hagamos extensivas en todos los lugares y comunidades donde la acción pastoral va parando.

Os invito a que no os canséis de ser aliento de los vuestros, que deis consuelo a los que sufren, que no perdamos la esperanza, aunque las cifras nos asusten. Tenemos delante La oportunidad de ser verdaderamente luz para nuestro mundo, de dar testimonio y gritar “no cedáis al miedo”.

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