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Salvaterra: Marajó dos Bacurizeiros e assopro dos Anjos

| Frei Juan Antonio Espejel | Brasil |Situada na beira da baia de Marajó dos  rios Tocantins e Amazonas, e abraçada também pelos afluentes Camará e Paracaguary, Salvaterra é capital do município que leva seu nome. Está a duas horas de navio de Belém do Pará, uns oitenta quilômetros.

A sua  povoação é de dez mil habitantes e dezoito mil o município todo. Salvaterra, cidade e seu interior,é um pequeno paraíso turístico quase escondido: clima equatorial, belas praias, o vento sistemático da baia é  agradável que nem assopro de anjos; com abundancia e variedade de peixe e marisco, frutas, leite e queijo de búfalo das fazendas… O abacaxi mais doce do mundo está no seu interior, Condeixa; e as árvores dos bacurizeiros, esbeltas e vaidosas, amostram sua fruta, considerada a rainha da Amazônia  ,o bacuri; devem passar mais de trinta anos, alguns falam em quarenta, para que essa árvore dê seu primeiro fruto, o qual possui um sabor, mescla de azedo e doce,incomparável a qualquer fruta,  delicioso ao paladar. Mas, acima de tudo,  o melhor de Salvaterra são seus próprios  habitantes: povo alegre, simples,  humilde e religioso, afável e carinhoso… pescador, agricultor, vaqueiro…  com um belo e suave cútis, café com leite, que o  configura com o povo paraense. Salvaterra não tem moradores de rua.

 

Na cidade, existem duas Igrejas que destacam por serem mais antigas e de   tamanho maior, se comparadas com  outras igrejas ou capelas; uma delas é secular (1912) e, a atual Igreja matriz é de 1974; ambas dedicadas à Imaculada Conceição. No interior, existem também duas Igrejas de importância histórica,todas duas do século 17, uma  reformada (Monsarás), e a outra em ruínas  (Joanes), com nova construção. Esses dados nos levam a descobrir como esta terra tem raízes profundas na fé..

 

Os frades franciscanos, pioneiros missionários na Ilha (1640),não chegaram a construir nenhuma Igreja. Foram os Jesuítas os construtores da primeira Igreja, em Joanes, dedicada à Nossa Senhora do Rosário (1658). O Pe. Antônio Vieira,  sacerdote diocesano de Belém,em suas visitas pastorais, construiria posteriormente a Igreja de Monsarás (1660)… E falando em Igrejas, mas desta vez  Igrejas vivas, não seria exagerado dizer que Salvaterra  tem seus próprios mártires;trata-se de sacerdotes e leigos que entregaram suas vidas proclamando a fé. O primeiro, foi um jesuíta, morto e comido pelos índios nativos (1649). Depois seriamos agostinianos recoletos, freis Zacarias Fernándeze Román Echávarri, ambos afogados  exercendo seu ministério pastoral;o primeiro faleceu nas costas de Arapixi, norte de Marajó, e frei Román, com mais trinta e seis pessoas, a maioria crianças, no Círio fluvial, 1981, na festividade de São Pedro, em Salvaterra, quando a embarcação que transportava a imagem do referido santo naufragou.

A presença missionária dos frades agostinianos recoletos em Salvaterra data de 14/04/1928, e a primeira Comunidade OAR foi fundada em 1/11/1949. Hoje, a cidade e interior de Salvaterra, possuem um total de trinta comunidades, entre igrejas e capelas; distribuídas indistintamente, na beira mar, pelos campos do interior e nas fazendas de gado… Por tratar-se do Marajó Leste, o seu solo é mais elevado do que o ocidente  e centro marajoara, e isto favorece que o transporte possa ser  realizado por estradas de terra firme e, numa porcentagem muito pequena, também por asfalto. As bicicletas ganham em número de todos os demais transportes. Uma curiosidade temerosa: não é estranho observar motos carregando até cinco, seis ou mais passageiros.

 

Na atualidade, os freis Jesús Nicolás, Antônio Cândido e Antônio Maxi são os pastores missionários que cuidam da fé da Igreja salvaterrense. Ao longo do ano esses religiosos se revessam e dividem seus compromissos pastorais na cidade e nas visitas às comunidades do interior: festividades  de padroeiros, missas, celebrações sacramentais, evangelização e formação de lideres e coordenadores nas diversas áreas pastorais, catequese, ministérios diversos… Existe um antigo ditado popular que diz que todos os missionários têm dois anjos da guarda, pelo  trabalho arriscado e intensivo que realizam… Outro pensamento considera que, pela mesma razão, o missionário devia ter o dom de bilocação (estar ao mesmo tempo em lugares diferentes) … Afinal, de uma forma ou de outra, com ou sem essa virtual bondade e crença popular, os agostinianos desejamos honrar a Santo Agostinho quando diz- “Vamos aonde a Igreja nos necessitar”.

 

Salvaterra é uma história de missão, de fé e vidana Igreja do grande delta amazônico. Porção de uma Prelazia evangelizada e evangelizadora, com estilo e sabor agostiniano.Ela avança cada vez mais em sua conversão diocesana pelo surgimento de vocações autóctones. Quem vive ou visita Salva terra, não pode evitar seu foco  principal, que aponta ao coração e marca a diferença ao sentir-se este atingido: é a figura de Maria Imaculada, a nossa Mãe missionária por excelência.

 

IMACULADA, MARIA DE DEUS.

Arco-íris de frutas no jardim do céu.

Infinito de cores no paraíso do mar.

Assopro de anjos na beira terra.

Ela é amada demais, Salvaterra.

 

Que seria do branco sem preto,

O tempero do verde é amarelo

Vermelho casa com prata, de graça.

Salvaterra, pelúcia de todas as raças.

 

Água, céu, ritmo, toró e carimbó…

Menina bonita, sororoca e jasmim.

Açúcar e mel, coração de abacaxi.

Criança sorrindo, Salvatera  é assim.

 

Colo de mãe endeusada, mimada.

Raízes seculares, mistura danada.

Prenhe de amores, encantada.

Não tem jeito, porém namorada,

Salvaterra, é da IMACULADA.

 

Cuida de nós, Mãe derradeira.

Cuida de nós, mulher pura e bela.

Cuida de nós, do Pai formosura,

Cuida da tua querida Salvaterra.

 

Juancho Espejel, OAR

|ES| Español 

Salvaterra : Marajo de los Bacurizeros y soplo de Los Angeles 

Situada a las orillas de la bahía de Marajó, de los ríos Tocantins y Amazonas, y abrazada por otros dos ríos, Camará y Paracaguary, Salvaterra es el pueblo mayor del municipio que lleva su nombre. Se encuentra a dos horas de viaje de navío de la ciudad de Belém de Pará, a unos 80 kilómetros de distancia.

Tiene una población de ocho mil habitantes y 18.000,todo el municipio. Salvaterra, pueblo e interior, son un pequeño paraíso turístico escondido: clima ecuatorial, bellas playas, con aire sistemático y agradable que le hacen parecerse a un soplo de ángeles;su mercado ofrece abundancia y variedad de pescados y mariscos, frutas, leche, queso de búfalo… La piña más dulce del mundo es producida en uno de sus poblados, llamado Condeixa; sus árboles, bacurizeros, esbeltos y vanidosos, muestran su fruta, considerada la reina del Amazonas, el bacuri. Deberán pasar de 30 a 40 años para que aparezca el primer bacuri, cuyo sabor es delicioso al paladar, mezcla de ácido y dulce, incomparable a otras frutas. Pero, por encima de todo, lo mejor de Salvaterra son sus propios habitantes: es un pueblo alegre, humilde, sencillo y religioso, afable y cariñoso… pescador, agricultor, vaquero… su piel de cutis suave, café con leche, lo configura al del pueblo del estado de Pará. En Salvaterra hay pobres, pero nadie vive en la calle.

 

Salvaterra posee dos iglesias que destacan por su antigüedad y tamaño. Una es secular, de 1912 y, la actual sede o matriz, de 1974. Ambas tienen como santa titular a nuestra Señora  Inmaculada Concepción. En el interior también existen dos iglesias antiguas, de importancia histórica, las dos son del siglo 17. Una está reformada, Monsarás, y la otra que ya muestra sus ruinas, Joanes, fue sustituida por otra nueva. Esta tierra tiene raíces históricas, profundas en la fe.

 

Los frailes franciscanos, fueron los primeros misioneros que entraron en la isla marajoara (1640), pero no llegaron a construir ninguna Iglesia. Fueron los jesuitas los que levantaron la pionera Iglesia, dedicada a Nuestra Señora del Rosario, en Joanes (1658).Posteriormente, un sacerdote diocesano de Belém, Antonio Vieira, en sus visitas pastorales,  construyó la Iglesia de Monsarás (1660). Y ya que hablamos de Iglesias, lo hagamos ahora refiriéndonos a las Iglesias vivas, esto es, hablemos de mártires. Por eso, no sería exagerado afirmar que Salvaterra tiene sus propios mártires; se trata de sacerdotes y laicos que dieron sus vidas confesando su fe. El primero fue un jesuita, muerto y comido por los indios nativos del lugar (1649). Después fueron los frailes agustinos recoletos, Zacarías Fernández y Román Echávarri, ambos ahogados cuando ejercían su compromiso pastoral; Zacarias murió en Arapixi, norte de Marajó, y Román, junto a 36 personas, también ahogadas, siendo la mayoría niños, en la procesión fluvial de Salvaterra, 1981, el día de San Pedro, cuando el barco que transportaba la imagen del Santo naufragó.

 

La presencia misionera de los frailes agustinos recoletos en Salvaterra data de 14/4/1928, y la primera comunidad fue fundada en 1/11/1949. Hoy, tanto el pueblo de Salvatierra como su interior, suman un total de treinta comunidades, entre Iglesias y capillas; distribuidas indistintamente, a las orillas de la bahía o ríos y por los campos. Por tratarse de la parte este de la isla, el suelo es más alto que el del oeste y centro,  facilitando la construcción de caminos de tierra firme y alguna que otra carretera de asfalto. Las bicicletas predominan como medio de transporte, y tratándose de motos, la temeridad de algunos conductores no está ausente, cuando se atreven a transportar  seis o más pasajeros.

 

En la actualidad, los frailes Jesús Nicolás, Antonio Cándido y Antonio Maxi son los pastores misioneros que cuidan de la fe del rebaño salvaterrense. A lo largo del año, esos religiosos comparten y dividen entre sí los diversos trabajos pastorales en el pueblo e interior del municipio, en las visitas programadas a las comunidades: festividades de los patronos, misas, celebraciones sacramentales, evangelización y formación de líderes de las diversas áreas pastorales, catequesis, pastorales diversas… Existe un antiguo dictado popular que dice que todos los misioneros tienen dos ángeles de la guarda, debido al trabajo intensivo y arriesgado que realizan… Por otro lado, también se oye decir, por la misma razón, que el misionario debería tener el don de bilocación(estar al mismo tiempo en lugares distintos)…De una forma o de otra, considerando o no esa virtual bondad popular, lo que sí intentamos honrar los agustinos es aquella frase de San Agustín, que dice –“Vamos a donde la Iglesia nos necesita”.

 

Salvaterra es una historia de misión, de fe y vida en la Iglesia del gran delta amazónico. Porción de una Prelatura  evangelizada y evangelizadora, con estilo y sabor agustiniano. Ella ya  va avanzada en su conversión diocesana por el surgimiento de vocaciones autóctonas. El que vive o visita Salvaterra no puede evitar su foco  principal, que apunta al corazóny que marca la diferencia al sentirse éste tocado: es la  figura de María Inmaculada,nuestra madre misionera por excelencia.

 

 

 

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